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Ministros de países latino-americanos se reúnem em Belém para discutir desafios da educação na Amazônia

Autoridades em educação de 14 países da América Latina e Caribe se encontram em Belém nesta segunda-feira, 3 e terça, 4, para debater e promover a educação da Amazônia, a partir das experiências da própria região. Como anfitrião, o prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, recepcionou os visitantes no Teatro Gasômetro e apresentou as experiências da rede municipal de educação, que atua na valorização dos saberes ancestrais tradicionais, aliadas à utilização da tecnologia para promover e consolidar a sustentabilidade. 

O evento “Aprendizagens desde a Amazônia: Estratégias inovadoras para transformar a educação na América Latina e Caribe” integra um programa coordenado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), solicitado em agosto de 2023 pelos oito países da Amazônia Internacional.

Os visitantes foram informados sobre a educação ambiental que é praticada pela Fundação Escola Bosque, que há quase 30 anos atua com educação vinculada ao cuidado com a natureza, de fato, na ilha de Caratateua e com com viés ribeirinho. Além da sede da Escola Bosque, existem outras cinco unidades localizadas em região insular. “Essa educação ambiental é complexa e compreender como é feita em outros países amazônicos nos faz ter um comparativo entre o que fazemos hoje, na tentativa de educar pessoas conscientes sobre a necessidade de preservar o meio ambiente”, explica o presidente da Funbosque Laurimar Farias. 

Desafios para educação na Amazônia

No primeiro dia do evento foram realizados painéis de debates em quatro sessões, sob o tema: “Como superar os desafios da educação e aprender com a região amazônica”.

O evento contou também, com assinatura do Protocolo de Intenções para a educação na Amazônia, assinado pelos ministros dos países presentes, secretários estaduais de educação, secretários municipais e representantes de instituições educacionais amazônidas e pelo gerente do Setor Social do BID, Ferdinando Regalia. 

A secretária municipal de Educação, Araceli Lemos, citou que a gestão municipal tem um compromisso real com a educação. Inclusive, com investimento em transporte fluvial para não deixar as crianças ribeirinhas fora da escola; preocupação com o meio ambiente, através da adoção de placas fotovoltaicas em várias escolas da rede municipal, entre outros. Ela também informou sobre a reforma de mais de 80 escolas e o investimento na qualificação dos professores promovidos pela Prefeitura Municipal, através da Semec.

Protagonismo – O prefeito Edmilson Rodrigues explicou que o momento de valorização do saber amazônida é novo para a região e deve ser explorado como ponto de conhecimento para o mundo, principalmente neste momento de mudanças climáticas.

“Na rede municipal de educação de Belém temos mais de oito mil crianças e adolescentes com até 17 anos, que precisam de todo o investimento para garantir a melhoria da qualidade de ensino, garantir o acesso para quem está fora e garantir a permanência e o sucesso para quem conseguiu entrar na escola”, relatou o prefeito Edmilson Rodrigues. Ele enfatizou, que a rede utiliza investimentos, inclusive, na infraestrutura de comunicação.

“São os povos da Amazônia sendo protagonistas, mostrando que a partir da nossa realidade, da nossa história, da nossa cultura, do nosso modo de relação com a natureza, que a educação tem que ser desenvolvida. As nossas experiências têm um grande valor estratégico e esse reconhecimento não tem que vir de fora, mas tem que sair daqui, porque é esse legado para o mundo”, reafirmou o prefeito de Belém.   

Países que participam do evento de educação, promovido pelo BID:

Brasil, Peru, Bolívia, Equador, Colômbia, Venezuela, Argentina, Honduras, Suriname, Guatemala, Jamaica, Uruguai, Nicarágua e Guiana.

Texto:

Márcia Lima

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